Identidade (des)conhecida.
Caminho pelo terreno pedregoso do meu coração.
Nada de fértil tem se mostrado.
As lágrimas que caem não encontram o que regar.
Será possível nascer uma flor entre tantas pedras?
O lugar que antes amanhecia sorrindo não se tem mais risos.
Piso com cuidado em cada rocha.
Com as mãos tento removê-las, tentando formar um caminho.
Onde sem medo seguiria nesse espaço meu.
Sou assim?
Ou me tornei essa planície controversa?
O que reconheço agora é um agregado sólido plutônico,
Formado por cada olhar, por cada intenção consciente.
É difícil explicar onde estou.
Perdi-me em busca de um grande talvez.
E nessa unidade de contrários que há aqui dentro,
Corro o risco de não saber quem sou...
Sinto-me desagregando valores, tenho maus pressentimentos...
Será que vou enlouquecer?
Sinto horror de ser “outro”.
Talvez seja o “curado” do meu “louco”.
Por Vanessa Morais
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