terça-feira, 11 de agosto de 2015
domingo, 2 de agosto de 2015
AS SOMBRAS
VOLTARAM
Conversar com
as letras e me perceber.
Colocar nas
palavras minha afasia.
Livrando-me
um pouco dessa agonia.
Estou presa
e dói.
Sinto e
minto.
Os sonhos
viraram cenário.
De um trágico
espetáculo.
Um mundo
irreal me satisfaz.
Lá fora tudo
me machuca.
Aqui dentro
em mim.
Certamente é
mais seguro.
O que há em
deixar que me vejam?
Pergunto
relutante a ele...
Ele me disse
que não saberia conviver...
Com as
sombras desse EU...
Por Vanessa Morais
quarta-feira, 1 de julho de 2015
QUERIA O QUERER DELA
Um poeta desconhecido
me falou:
Vivo querendo
dizer o que sinto, mas as palavras estão imaturas ainda...
Queria que
ela soubesse como olho para o interior dela.
Queria dizer
como um simples abraço e um olhar despretensioso já me traz paz,
Mas ela me
parece tão impossível...
Queria ao
abraçá-la poder dizer como seria bom desfrutar do seu amor e de seu carinho.
Queria tirá-la
daquela torre gelada, que é morada do seu coração.
Queria
mostra-lhe o que sinto em versos concretos e gestos firmes,
Mas ela me
parece tão intocável...
Queria que
ela pudesse ler meus pensamentos e enxergasse os planos que fiz com ela.
Queria que
ela visse meus sonhos e sonhasse comigo uma vida ao meu lado...
Queria
apenas ter a chance de habitar seus momentos ociosos e sorrir sem culpa,
Mas ela nem
sabe o que sinto...
Queria que
ela mensurasse o quanto é bom existir sabendo que ela existe.
Queria que
ela visualizasse minhas articulações mentais para está ao lado dela...
Queria que
ela quisesse todo esse meu querer,
Mas ela não
sabe...
... Nem saberia
imaginar a felicidade que sinto quando ela percorre meus pensamentos.
Por Vanessa Morais
domingo, 12 de abril de 2015
Identidade (des)conhecida.
Caminho pelo terreno pedregoso do meu coração.
Nada de fértil tem se mostrado.
As lágrimas que caem não encontram o que regar.
Será possível nascer uma flor entre tantas pedras?
O lugar que antes amanhecia sorrindo não se tem mais risos.
Piso com cuidado em cada rocha.
Com as mãos tento removê-las, tentando formar um caminho.
Onde sem medo seguiria nesse espaço meu.
Sou assim?
Ou me tornei essa planície controversa?
O que reconheço agora é um agregado sólido plutônico,
Formado por cada olhar, por cada intenção consciente.
É difícil explicar onde estou.
Perdi-me em busca de um grande talvez.
E nessa unidade de contrários que há aqui dentro,
Corro o risco de não saber quem sou...
Sinto-me desagregando valores, tenho maus pressentimentos...
Será que vou enlouquecer?
Sinto horror de ser “outro”.
Talvez seja o “curado” do meu “louco”.
Por Vanessa Morais
sábado, 6 de dezembro de 2014
Sim ou não?
Sabe aquela briga mental com você mesmo no momento de uma
escolha?
Nossa!! É massacrante e cruel.
O pensamento sente a dor do sim ou não.
Você pode dizer um não, querendo dizer um sim.
Talvez por respeito aos que o amam.
E saberá suportar se isso não te sufocar.
Mas quando precisamos dizer um sim para não morrer de falta
de ar,
É a vez daquele que te ama dizer um não ao egoísmo projetado.
Ser feliz é o objetivo primordial da vida.
Ahh... A vida!
Esse mistério que nos cerca desde nossa existência e que
sempre será uma caixinha de surpresas.
Suas perguntas nem sempre serão respondidas.
O tempo é controverso, pode ser angustiante e curador.
Suas escolhas nem sempre serão entendidas.
E no meio dessa batalha interna, não desista de lutar com
sua verdade.
Não tenha medo de escolher você!
Por Vanessa Morais
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
A liberdade dos pássaros!
Se pudesse colocar no papel o que
sinto agora, vocês leriam uma enorme falta de ar, uma tremenda dor no peito e
uma sensação horrível de morte.
Dias angustiantes e nebulosos me
cercam... Minha alma aflita grita em silêncio...
Tenho medo da queda final, de não
conseguir me reerguer novamente.
Sinto-me presa às expectativas dos
outros e desde muito tempo descobri que nunca fui livre.
Se eu pudesse experimentar como
seria ter asas, me jogaria de um penhasco.
Admiro a liberdade dos pássaros.
Eles podem voar, eles são livres!
Você pode até me perguntar o que
falta. Sabe o que diria?
“FALTA SER EU!”
Tenho uma ligeira impressão que
tudo é uma mentira.
E por mais que dê passos em busca
de mim, sempre serei retalhada e cortarão minha própria essência.
Sabe o que quero jogar fora? Livrar-me
de vez?
O “EU” que sou agora, esculpida
pelos outros, os moldes que fizeram pra mim e acabar de uma vez por todas com
esse fracasso ambulante que me denominam...
Por Vanessa Morais
sábado, 11 de outubro de 2014
Quiçá para sempre!
Conversando com uma amiga e refletindo sobre a vida foi que percebi
que fazia algum tempo que não escrevia nada.
Falávamos sobre relacionamentos, casamento, família, vida...
Disse a ela o quê pretendia fazer: (...) - nem que fosse só
por uma noite!
Em meio a tantas lembranças vi como o tempo é precioso e que
as oportunidades podem não voltar, e geralmente não voltam.
Não há tempo perdido no que se vive. As experiências sempre
são válidas e nos trazem grandes aprendizados.
Algumas coisas são tão claras e outras, definitivamente, não
me pertencem.
Grito por dentro uma vontade de ser feliz.
Trago uma saudade enorme do que me permiti anular.
Sinto uma dor que corrói por tudo que não verbalizei.
É... Drasticamente, não me encontro em meio a certas
escolhas que fiz...
Desejei tanta coisa... E quantas eu tive... E outras, simplesmente
apaguei da minha vida por medo.
Mas,
Estranhamente, senti vontade de fazer tudo que sempre
quis...
Estranhamente, senti vontade de me arriscar...
Estranhamente, senti vontade de sentir o sabor da vida...
E como disse minha amiga:
“Não só por uma noite, quiçá para sempre!”
Por Vanessa Morais
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